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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Campanhas Eleitorais e Eleições Limpas


O MCCE gestado a partir das Eleições de 1.996, quando em plena campanha da CNBB “Fraternidade e Política”, candidatos exploram eleitores através da desenfreada compra de votos, fora trabalhado um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que resultou na Lei 9840/99 e dez anos depois em 2010, fora sancionada pelo Presidente da República a Lei da Ficha Limpa – LC no. 135/2010.

Agora em curso, o projeto “Eleições Limpas” protagonizado pelo Instituto Atuação e MCCE é proposta de Reforma Política por iniciativa popular, ataca o atual sistema eleitoral e sua forma de financiamento – inegáveis causas da origem desenfreada da  corrupção e crimes de improbidade administrativa.

Mineradoras, bancos e empreiteiras da construção civil formam o tripé da corrupção eleitoral no Brasil. A desenfreada corrida de candidatos por maior aquisição de recursos e instrumentos que possam favorecê-los nas campanhas eleitorais, tem além do fundo partidário e o acesso às emissoras de rádio e televisão, polpudas quantias do financiamento privado. Terminado o pleito, sabemos todos do comprometimento do vencedor que terá que retribuir ao doador em forma de nomeações e contratações, os recursos recebidos. Um círculo vicioso de doações e contrapartidas nem sempre seguindo os preceitos da Lei. Doações ocultas à margem da transparência, quase sempre resultando numa prestação de contas ficcional à Justiça Eleitoral.

O atual sistema eleitoral é o mesmo de 1.932 que trouxe através dos tempos os problemas de uma cultura política clientelista, incompatível com as exigências do Século XXI. Aguça o personalismo, apresenta excesso de candidatos e poucas propostas. É exageradamente caro e incentiva a transferência de votos.

O Projeto Eleições Limpas propõe:

- o afastamento da influência do poder econômico nas eleições;

- o voto transparente com fidelidade partidária programática;

- mecanismos para o acompanhamento dos mandatos de parlamentares;

- o melhoramento ético da representação política;

- o aprimoramento da capacidade intelectual dos legisladores;

- a facilitação da participação popular;

- a redução do número de assinaturas para a apresentação de projetos de iniciativa popular.

Sancionada a lei representará uma evolução no Sistema Político Eleitoral Brasileiro, moralizando-o, tornando-o mais transparente e ético; enfim muda radicalmente o jeito de fazer política.

 

                                                  Lucrecia Anchieschi Gomes

terça-feira, 11 de março de 2014

Movimentos de Rua e Eleições Limpas


Movimentos de Rua e Eleições Limpas

As manifestações de rua de 2.013 não só cobravam mais trabalho, seriedade e dedicação dos parlamentares, mas indicavam acima de tudo, a inconformidade da população em relação à política que aí está.

O Projeto de Lei de Iniciativa Popular “Eleições Limpas” quando aprovado terá mudado e muito as questões pelas quais gritavam os movimentos de rua.

“Eleições Limpas” representa um complexo de medidas que as pessoas precisam entender bem para aceitar e difundir com toda segurança e entusiasmo.

Das propostas defendidas, a liberdade de expressão especialmente na Internet, hoje perseguida por leis retrógradas que permitem que internautas sejam multados por emissão de opiniões de natureza crítica, pode mudar para maior liberdade, dentro de padrões éticos exigidos pela própria Lei.

O segundo ponto a chamar nossa atenção e ser valorizado é a votação em dois turnos: o cidadão vota no Partido e depois escolhe um candidato da lista da legenda.

De todas as propostas elencadas, a retirada do financiamento de campanhas eleitorais por parte de empresas privadas é o mais importante, pois todos nós sabemos que a nossa ainda frágil Democracia vem sendo descaradamente financiada pelo poder econômico.

Entretanto, sabemos da grande resistência da classe política em aprovar mudanças, pois os parlamentares acreditam na sua reeleição com as regras que aí estão. Mudanças só viriam atrapalhar seus planos de se perpetuarem no poder.

Têm interesse em financiar campanhas eleitorais: frigoríficos, faculdades particulares, hospitais privados, planos de saúde, etc. Os maiores financiadores são os bancos, as mineradoras e as construtoras.

Depois das doações de empresas, hoje é o Fundo Partidário a segunda maior fonte de receita das legendas, tendo aumentado depois de o Congresso em 2.011 haver injetado um extra de 100 milhões de reais que ajudou no pagamento de dívidas de campanha eleitoral do ano anterior.

O Fundo foi regulamentado em 1.995 e graças a manobras de líderes partidários no Congresso, a definição de recursos orçamentários para o financiamento dos partidos alcança R$ 300 milhões por ano, desde 2.011.

                                                                            Lucrecia Anchieschi Gomes